VÍDEO
“RETRATOS DA BOCA DO SERTÃO:
CULTURA E MEMÓRIA NA ESTÂNCIA CLIMÁTICA DE CUNHA.”
ENTREVISTA
COM VIVIAN FERRAZ SOBRE
“RETRATOS DA BOCA DO SERTÃO:
CULTURA E MEMÓRIA NA ESTÂNCIA CLIMÁTICA DE CUNHA.”
“RETRATOS DA BOCA DO SERTÃO:
CULTURA E MEMÓRIA NA ESTÂNCIA CLIMÁTICA DE CUNHA.”
“RETRATOS DA BOCA DO SERTÃO:
CULTURA E MEMÓRIA NA ESTÂNCIA CLIMÁTICA DE CUNHA.”
1)
Qual
o tema de seu Trabalho de Conclusão do Curso?
Meu
trabalho se chama: “Retratos da Boca do Sertão: Cultura e Memória na Estância Climática
de Cunha.”
É
um livro-reportagem com ensaio fotográfico, relatei histórias de gente da zona
rural de Cunha, acompanhado a retratos de seu dia a dia.
2)
O
que te levou a escolher Cunha para desenvolver seu trabalho de conclusão de
curso.
Primeiramente,
Cunha me escolheu. Tem algo de especial nessa cidade. Minha família, tanto da
parte de pai como a de mãe, são de Cunha. Embora por ironia do destino meus
pais tenham se conhecido por meio de um correio sentimental de um jornal da
época, e já nas cidades mais “evoluídas” passei quase todas as minhas férias
escolares na cidade, mais especificamente no bairro Guabiroba, em Campos Novos.
3)
Quais
os aspectos que mais te chamou a atenção
Já
na infância me encantava com os causos, as histórias contadas por esse povo
humilde e muito sábio que vive nos bairros afastados.
4)
Alguma
peculiaridade especial
Quando
precisei decidir o tema para o trabalho de conclusão de curso sempre imaginei
um trabalho de cunho social, voltado á fotografia e a história de pessoas.
Foi
quando decidi contar histórias de gente que ainda vive na zona rural, mantém
hábitos, o dito “caipira da gema”. São essas histórias que formam o que Cunha é
hoje. Sabemos que ela é reconhecida por tantos assuntos, como turismo, cerveja,
fusca, pinhão... mas quis retratar o desconhecido.
5)
Como
você foi recebido na comunidade
Fui
recebida extremamente bem nos bairros que visitei. O povo Cunhense é de uma
singularidade impar, muito receptivos, prontos a uma boa prosa e com aquele
cafezinho sempre na taipa para oferecer. Foi delicioso esse tempo!
6)
Seu
trabalho é antropológico ou sociológico (ou ambos)?
Esse trabalho apesar de jornalismo
possuiu cunho histórico, antropológico e principalmente sociológico. Precisei
entender vários conceitos para então passar a relatar as histórias de vida.
7)
Quais
os bairros e as características que mais se destacaram
Os
bairros que visitei foram: Cana do Reino, atrás do Jacuí; Três Pontes; Catióca;
Paraibuna e Guabiroba. Não entrevistei outros, por falta de tempo. Minha
vontade era conseguir escrever sete capítulos, com histórias envolventes, que
mostrassem o caipira de antes e como ele é hoje. Evidenciado assim, que muitos
ainda mantém costumes antigos. E isso precisa ser preservado!
8) Com esse trabalho você foi
ganhadora do Concurso Fotográfico promovido pela sua Universidade – UNITAU, me
fala sobre esse concurso e sua surpresa.
Entretanto,
em julho recebi a feliz notícia que eu havia ganhado um concurso fotográfico
promovido pela minha universidade, a UNITAU. Semanas antes, na correria entre
estágio, faculdade, TCC, eu havia me inscrito nesse concurso. Os três primeiros
ganhadores passariam cinco dias em Seoul, na Coréia do Sul, expondo as
fotografias vencedoras e conhecendo, durante esses dias, a cultura coreana. Me
inscrevi desacreditando, apenas por “me inscrever”. Mas enviei três fotos, que
produzi para o TCC. Até porque, o tema do concurso era “A Beleza do Brasil”.
Então achei mais do que justo enviar os retratos que eu havia feito.
Com
uma das fotos ganhei o primeiro lugar, outra ficou em quarto! Foi um momento
muito especial, onde reafirmou meu compromisso com a comunidade e comigo mesma,
pois senti que era algo vindo de Deus.
9) Seu objetivo foi Alcançado, quantos
capítulos foram inscritos?
Quando
voltei, em agosto, precisava correr para finalizar o projeto. Então, reduzi os
capítulos, que seguiam apenas a uniformidade de personagens nascidos em Cunha,
residentes na cidade e que nunca haviam morado fora. E consegui. Contei cinco
histórias incríveis, de gente singular... e cada um com sua maneira peculiar de
contar causos e histórias. Cada um com seus relatos de vida, que são um choque
de realidade para muitos hoje em dia, nas grandes cidades.
10) Essa experiência como foi?
Foi
uma experiência incrível! Minha idéia é continuar a produzir pequenos textos
acompanhados de retratos, como o livro, mas de uma maneira reduzida.
11) Quando?
Ainda
não sei. Espero conseguir em Breve.
Preciso
apenas voltar à casa de cada um deles e entregar um quadro, com os retratos que
tirei. Essa é minha promessa. Quero cumpri-la logo!
FOTO PREMIADA EM 1º LUGAR
GANHADORA DO CONCURSO FOTOGRÁFIO
PROMOVIDO PELA UNITAU
Meus sinceros
agradecimentos
Cláudio
Querido
Entrevista para o Almanak Cunhense -
Revista Cultural
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